Dos novos locais esculpidos em sonhos,
imagens replicadas de contos-reais
desenhadas em traços artísticos por
deus-sem-diploma-de-arquiteto,
(E se cubismo, realismo, impressionismo,
ou qualquer conformismo barato
delimitar os vértices vertentes de tintas,
nos pegamos contrastados por cores mortas)
Dos novos locais, dizia,
vertem os novos desejos
da verossímil-quase-realidade que nos espera,
quando os olhos fecham-se no cansaço.
(E resta-nos a certeza vestigial,
de que mais que pinceladas de tinta
em um ponto de vista unilateral,
nossas vidas são mais que vislumbre)
Dos novos locais esculpidos em sonho,
dos novos traços,
dos sentimentos acreditados,
da realidade quase factual,
o pseudo-existente, há ao ultrapassar-se o limiar do racional...
(E, se quadro, poema, conto...
pedaço-de-papel escrito, corrente elétrica em nervos...
vontades providenciais de qualquer mente divina, jogo de azar de números e átomos...
o que quer que seja a vida,
não é mais real que em meu sonho... Cá de olhos abertos, é bem menos etérea...)

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